19.10.2009
Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Instituto Ecofuturo, em 2007, avaliou o impacto do Projeto Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso, mostrando que a implantação de 55 unidades levou à redução, nesses lugares, de 0,6% do índice de evasão escolar.
(via O Globo, 14/10/2009)
A seguir, um vídeo que apresenta um pouco das atividades realizadas nas bibliotecas desse projeto. O mais interesse é ver a participação da comunidade e a utilização do espaço disponível – afinal, bibliotecas não se resumem (ou não deveriam se resumir) apenas ao empréstimo de livros.
SOBRE O PROJETO
Realizado em parceria com a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o projeto Biblioteca Comunitária visa incentivar e fortalecer a articulação entre os atores sociais das comunidades a partir de suas participações na implementação do projeto. A Biblioteca é um espaço privilegiado de acesso ao livro e ao conhecimento, que contribui para a formação continuada dos indivíduos e o desenvolvimento de competências de leitura e escrita, essenciais à emancipação e ao protagonismo.
Atualmente, 80 Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso foram implantadas, em oito estados (Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo):
- 128.381 livros novos doados e 2.022 cursistas formados;
- 2 Bibliotecas Comunitárias revitalizadas (Salesópolis e Paraibuna – SP), com 3.119 livros novos e 55 cursistas formados;
- 947 professores formados nos cursos de Auxiliar de Biblioteca e Promotor de Leitura;
- 22 Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso localizadas em escolas;
- 1 Biblioteca Comunitária Ler é Preciso localizada em Cooperativa de Materiais Recicláveis – Coopamare;
- Público atendido: em média 500 usuários/mês em cada biblioteca.
As Bibliotecas são implantadas, prioritariamente, em locais com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), altos indicadores de violência, e que possibilitem o estabelecimento de parcerias, preferencialmente dentro de escolas públicas, com a contrapartida de que sejam abertas à comunidade. O projeto oferece acervo de mil títulos, sendo 30% do acervo decidido junto com a comunidade, equipamento de micro-informática para gestão do acervo e cursos de formação para agentes promotores de leitura e auxiliares de biblioteca (80% formado por professores), com o objetivo de disponibilizar conhecimento para a organização e para a implementação de ações que promovam a leitura e tornam a biblioteca viva.
As Bibliotecas são, antes de mais nada, um projeto para a criação de política pública e dinamização de ações de leitura locais. Nenhuma delas é implantada sem que haja um compromisso expresso, e garantido juridicamente, do órgão público local ou estadual, e a manutenção e renovação dos acervos, previamente definidas em orçamento público anual.
(texto original extraído do site do Instituto Ecofuturo)
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Muito interessante este artigo.
Gostaria de saber mais sobre este projeto, pois a nossa escola está precisando de projetos assim que incentive a leitura, acabando assim com a evasão.