1Foi a minha primeira vez no badalado evento InterCon, cuja edição desse ano ocorreu no último sábado (7/11).
O evento foi realizado no Hotel Renaissance, que fica numa ótima localização, bem próximo à Avenida Paulista. A estrutura merece alguns elogios: bastante espaço, auditórios grandes e com muitos lugares para todos se acomodarem confortavelmente. Talvez tenha faltado alguns pufes ou almofadões para a galera que participou das apresentações na arena montada num dos espaços e não teve outra opção a não ser “relaxar” no tapetão (não tinha cadeira para todos), mas isso não foi realmente um problema. Foi parte da descontração do evento.
Para quem não conhece, a dinâmica é a seguinte: são três salas onde, simultaneamente, ocorrem palestras dentro de temáticas distintas. O congressista fica à vontade para circular entre os espaços a qualquer momento, de acordo com o seu interesse. Isso permite uma experiência única, possibilitando que cada um crie a sua própria programação.
Passei a manhã no espaço “Business”, onde foram debatidos assuntos sobre educação continuada, cultura colaborativa, redes sociais e comunicação digital, com a mediação do Gil Giardelli, entusiasta do movimento paralelo do bem Intercon-Cyberpunks. Todas as palestras foram ótimas, mas destaco as falas sobre a construção do conhecimento e das atividades colaborativas do professor Carlos Nepomuceno (Instituto de Inteligência Coletiva) com sua camiseta Homer Simpson (esse foi o cara que disse que o modelo do InterCon está condenado – “por que se deslocar para um local se temos YouTube?”) e Suzana Apeulbaum que contribuiu com a sua experiência no trabalho em comunicação digital.
Também não dá para não comentar as palestras do Sérgio Amadeu, da Faculdade Cásper Líbero, com sua visão da cultura hacker e colaboração sem hierarquia dentro do ambiente empresarial (parece contraditório, mas é plenamente possível), e a dupla Hernani Dimantas e Drica Guzzi, da Escola do Futuro, falando sobre seus projetos experimentais, reciclagem do lixo eletrônico e como a inclusão digital pode mudar a vida das pessoas mais carentes.
Vale a pena lembrar que o VJ da MTV e criador do site Gengibre, Cazé Peçanha, fez uma aparição relâmpago no auditório Business do InterCon. Infelizmente, sua voz estava perto do fim e sussurrou pessoalmente desculpas por não ter condições para falar aos presentes. Ao menos, foi gentil com todos que o aguardavam.
À tarde, passei boa parte do tempo no auditório de Inovação e Empreendedorismo Digital. Vi a Vivianne Vilela, do SEBRAE, provocar o lado empreendedor de cada um dos presentes. Horácio Soares deu um show com a sua apresentação sobre acessibilidade (ou sobre como não criamos soluções que garantam acesso universal, sem restrições, para todos os públicos, em serviço digitais ou presenciais). Leonardo Naressi deu uma pequena aula sobre métricas e otimização. Gilberto Jr. falou sobre o desenvolvimento (positivo) de redes sociais para as empresas e como ganhar (financeiramente) com isso. Matías Feldman compartilhou suas experiências em auto-organização e trabalhos interativos. Sérgio Mugnaini explicou porque muitas pessoas ainda têm bloqueio às novas tecnologias. E, para fechar, Luli Radfahrer inquietou a plateia falando sobre a importância da valorização da criatividade e do espírito de compartilhamento coletivo de ideias para o processo da inovação.
Quanta coisa legal, né?
Embora seja um evento teoricamente voltado ao pessoal que trabalha em agências de publicidade, marketing digital e comunicação em geral, percebo que todos os assuntos tratados façam cada vez mais parte do cotidiano de muitas outras áreas profissionais. Diria que quase tudo o que foi abordado nas palestras não se refere simplesmente ao mundo dos negócios, mas se refere, principalmente, às relações humanas no contexto tecnológico atual.
Qualquer um que estivesse presente no InterCon sairia de lá com algo novo, alguma ideia para melhorar o seu trabalho, alguma reflexão sobre a realidade em que vivemos ou algo que possa mudar o mundo para melhor.
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Otima cobertura! Volte sempre ao evento!
Afinal de contas nao podemos usar velhos mapas para descobrir novas terras!
Boas clicadas
O AUTOR
Alexandre Berbe, paulistano, formado pela ECA/USP, bibliotecário da Biblioteca Virtual. Interessado em arquitetura de informação, internet móvel, bibliotecas digitais, redes sociais e cibercultura, acredita que a biblioteconomia pode fazer a diferença no mundo. Tuiteiro, blogueiro e corinthiano, é fã do Wordpress, detesta dias de chuva e o trânsito de São Paulo, gosta de andar na sua bike e adora um cinema com pipoca no fim de semana. :-)
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