25.11.2008

O EREBD SE/CO 2008, realizado em São Paulo, já acabou. No entanto, ficaram idéias e perguntas no ar.
O legal desses eventos são os contatos com as pessoas de outros cursos de biblioteconomia, o que dá uma noção de como são as realidades em cada região.
Também é preciso destacar as mesas redondas que foram de alto nível e o empenho dos organizadores em disponibilizar o conteúdo das palestras na internet, ao vivo. Isso demonstra a preocupação dessa turma com o acesso à informação e o uso da internet para a disseminação de conteúdos. São futuros bibliotecários versão 2.0.
Apesar de não estar presente em corpo, não perdi as mesas redondas de Virtualidade e Contestação pela internet. Havia muitos nomes de peso: Luli Radfahrer (professor da ECA/USP), Maria Aquino (professora da FFLCH/USP), Oswaldo Francisco de Almeida Júnior (professor da UEL) e Luís Milanesi (professor da ECA/USP).
Toda boa palestra faz uma agitação na cabeça de idéias e questões sobre o assunto tratado. De maneira geral, acho que as palestras pegaram numa questão muito relevante para a nossa área e que é dúvida de todos: que profissionais queremos ser?
A seguir, seguem algumas anotações do que foi levantado nas falas dos palestrantes:
(Imagem: orionoir, no Flickr)
User Experience and Information Architecture: an introduction
Vídeo de 1946 sobre a carreira de bibliotecário
O trabalho do arquiteto de informação

Com certeza, o Erebd colocou antes de tudo uma necessidade de repensar a profissao. Diferente de outras areas, a biblioteconomia prima por abordar mais a pratica do que a teoria. Logo, sim, bem mais importante pensar as necessidades do usuario e nao as necessidades que os livros dizem que o usuario deve ter. O problema eh da educacao como um todo. O ensino massificado so te da opcao com relacao ao que voce quer aprender quando chega a epoca do vestibular. Ja o bibliotecario em formacao muitas vezes se esquece que o papel dele eh prestar servico aos que querem aprender. O bibliotecario, mais que aprender codigos de catalogacao (indispensaveis mas.. ) tem que aprender os caminhos que serao tracados por aqueles que irao precisar de seus servicos. Ele nao eh o dono da informacao apenas porque parece habitar a biblioteca. Ele eh um guia que leva o usuario aonde ele quer chegar.
Se ele conhecer Piaget melhor que Dewey sera algo ruim do ponto de vista academico. Mas sera mais util para o usuario que tem perguntas.
Claro que o perfil do usuario esta mudando. Da mesma forma o perfil do bibliotecario tambem tem que mudar.
[...] tem as opiniões de outras pessoas que valem a pena serem confereridas: Web Librarian, Luana Coelho e o pessoal no Twitter (procure pela tag [...]