Estratégia, empreendedorismo e a arquitetura de informação

Estratégia, empreendedorismo e arquitetura de informação

Como qualquer profissão nova e em evidência, é comum ouvir várias versões sobre a sua função dentro de uma empresa ou projeto. Na arquitetura de informação, isso não é diferente.

Para muitos, o arquiteto de informação é o cara responsável pela organização lógica das informações de um site. Além de estabelecer os fluxos de informação e posicionar menus e outros elementos da interface em wireframes, o seu trabalho vai muito além disso.

Muitos jornalistas, publicitários, bibliotecários, designers e o pessoal da TI trabalham com arquitetura de informação, cada qual com uma qualidade específica da sua área de origem. Por exemplo, bibliotecários são ótimos para categorizar e classificar informação, enquanto designers estão mais aptos para resolver bem questões de interface e interação. Entretanto, a arquitetura de informação possui uma forte característica multidisciplinar. Isso exige que o arquiteto de informação seja um profissional naturalmente mais versátil e capaz de interagir com as pessoas envolvidas num projeto (clientes e membros da equipe). Habilidades plenas de comunicação é um requisito obrigatório para que isso aconteça.

Por outro lado, o profissional deve desenvolver o seu lado empreendedor e pensar estrategicamente. O sucesso está no entendimento do negócio e interpretação dos dados coletados para a elaboração de um bom projeto que atenda às expectativas e necessidades do cliente. Como uma ponte entre aquilo que se pede e aquilo que está sendo feito, o arquiteto de informação deve participar de todo o processo de desenvolvimento, supervisionando e acertando possíveis arestas que forem encontradas.

A construção das estruturas informacionais não deve prever apenas a facilidade de uso do seu público-alvo e o acesso fácil às informações, mas também deve prever uma escalabilidade segura, principalmente quando falamos de grandes sites e portais, e seguir em compasso com o entendimento daquele mercado para o qual o produto será lançado, entre outras coisas.

Em outras palavras, o trabalho do arquiteto de informação não se resume em organizar informações de acordo com as metodologias mais utilizadas. Empreender é uma característica fundamental, buscando algo a mais nos resultados das suas atividades e nos impactos que certas decisões podem ter.

(imagem: CannedTuna)

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52 Weeks of UX

A proposta desse blog é apresentar uma série de 52 textos sobre User Experience e design de interfaces. Vale a pena navegar pelo seu conteúdo se você tem muito interesse nesses assuntos.

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Infográfico: perfil do bibliotecário moderno

O infográfico abaixo, do site Master Programs Guide, mostra um perfil bastante completo do bibliotecário moderno com informações sobre média salarial, tarefas comuns da profissão, onde trabalham e até os seus principais hobbies – sim, um pesquisador bibliotecário fez esse levantamento, disponível na íntegra no blog Stephen’s Lighthouse.

Olhando para isso, me pergunto: será que o perfil dos profissionais brasileiros é semelhante?

Anatomy of a Librarian | Infográfico
Fonte: Masters Programs Guide

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Infográfico: a audiência dos blogs no Brasil

O infográfico abaixo mostra o perfil do público que visita os blogs brasileiros. A pesquisa foi feita pelo pessoal da boo-box que analisou o comportamento de 34 milhões de pessoas em 15 mil blogs no primeiro trimestre de 2011.

Infográfico: audiência dos blogs no Brasil

(CC BY-ND)

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Arquitetura de informação: um breve histórico

A arquitetura de informação ganhou muita importância com a massificação do uso da internet e, em termos de mercado de trabalho, é uma área relativamente nova. No entanto, a arquitetura de informação surgiu numa época muito anterior ao aparecimento de sites, portais e redes sociais on-line.

Na década de 60, preocupado com o problema do excesso de informação e da incapacidade das pessoas em fazer uma correta compreensão dos conteúdos consumidos, o arquiteto e designer gráfico Richard Saul Wurman falou pela primeira vez da ansiedade de informação na sociedade contemporânea.

Mais tarde, durante a conferência nacional do American Institute of Architects, em 1976, Wurman propôs uma nova disciplina para solucionar esse problema, a arquitetura de informação, com o desafio de criar métodos para que as informações se tornassem mais compreensíveis para as pessoas.

Wurman, em seu livro Information Architects, explica que o principal objetivo da arquitetura de informação é “organizar os padrões inerentes dos dados e criar a estrutura ou mapa da informação de forma a permitir que outros encontrem seus próprios caminhos para o conhecimento tornando o complexo claro”.

Inicialmente, as proposições de Wurman foram aplicadas na mídia impressa, sobretudo na produção de guias de viagem, atlas e mapas mais acessíveis. A série Access de guias temáticos e guias de viagem, do próprio Wurman, é ainda lembrada pela inovação na apresentação e organização das informações. Mais tarde, a arquitetura de informação foi aplicada em outras áreas, como na elaboração de layouts de museus.

Somente na década de 90, com a popularização da internet, a arquitetura de informação começou a se tornar essencial para o desenvolvimento de websites. Nesse contexto, surgiram dois nomes importantes da área: Peter Morville e Louis Rosenfeld.

Com formação no campo da biblioteconomia e ciência da informação, Morville e Rosenfeld dedicaram os seus estudos ao desenvolvimento de métodos para que os conteúdos digitais fossem mais acessíveis e recuperáveis. Grande parte do conhecimento obtido em suas pesquisas se transformou no famoso livro do “urso polar” – Information Architecture for the World Wide Web -, uma das principais obras de referência da arquitetura de informação e leitura básica para todos aqueles que querem começar na área.

Nesse livro, Morville e Rosenfeld apresentam algumas definições para a arquitetura de informação:

- A combinação dos esquemas de organização, rotulação e navegação dentro de um sistema de informação;

- O design estrutural do espaço informacional para facilitar a completude das tarefas e o acesso intuitivo ao conteúdo;

- A arte e a ciência de estruturar e classificar websites e intranets para ajudar as pessoas a encontrar e gerenciar informação;

- Uma disciplina emergente e uma comunidade de prática focada em trazer princípios do design e arquitetura ao espaço digital.

No intuito de desenvolver a arquitetura de informação, Christina Wodtke, Victor Lombardi, John Zapolski, Peter Morville e Louis Rosenfeld fundam o Information Architecture Institute (IAI) em 2002. Com isso, a área ganha uma instituição forte que a represente, reunindo profissionais de vários países para a troca de experiências e construção de uma base de conhecimento teórico e prático sobre o seu campo de atuação.

Ao longo do tempo, o arquiteto de informação conquistou sua importância e se tornou um componente essencial nos times de desenvolvimento de qualquer produto digital de informação. Embora exista muita discussão relativa à formação acadêmica e aos limites do seu campo de atuação, o que se deve, principalmente, à interdisciplinaridade inerente da área, a arquitetura de informação se tornou um campo de trabalho e estudo muito auspicioso. Graças ao trabalho desse profissional, você tem acesso às informações dos seus sites favoritos de maneira fácil, lógica e descomplicada.

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